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Waptia fieldensis

   O Waptia fieldensis cujo nome é lembra duas montanhas perto do local da descoberta, Monte Wapta e Monte Field do Parque Nacional Yoho na Columbia Britânica, onde Wapta vem da Primeira Nação Nakoda e significa "água corrente", enquanto que o Monte Field foi nomeado em homenagem a seu descobridor o pioneiro americano Cyrus Field West.É uma espécie extinta de artrópode que viveu há aproxidamente 510 milhões de anos atrás durante o Cambriano no Canadá.
   Chegavam a tingir um comprimento de 8 centímetros, sendo muito semelhantes aos camarões atuais tanto na morfologia quanto nos hábitos, possuíam uma carapaça bivalve e um corpo segmentado, terminando em um par de abas que formavam uma cauda. Foi um nadador ativo, alimentando-se de partículas orgânicas que se reúnem a partir do substrato marinho. Embora possua notável semelhança com os crustáceos modernos, suas afinidades taxonômicas permanecem incertas, sendo classificado como um grupo separado de crustáceos. Alguns autores têm sugerido que eles podem ser incluídos aos crustáceos, mas como muitos crustaceomorphos do Cambriano, as partes bucais não foram preservadas, o que torna impossível a classificação de forma confiável dentro do grupo dos crustáceos. Sua carapaça era estreita na parte dianteira e ampla na parte traseira cobrindo o tórax. possuíam um par de antenas longas que eram usadas como órgãos sensoriais, pois a maioria dos segmentos possuem cerdas pequenas.
   Os olhos eram bem desenvolvidos, similares aos camarões atuais, indicando que eram capazes de produzir verdadeiras imagens visuais ou pelo menos sensível ao movimento.
   Essa espécie é o terceiro artrópodes mais abundante da Formação da Fauna de Burgess, com base no número de indivíduos encontrados, pois milhares de espécimes foram coletados. Foi um dos primeiros fósseis encontrados pelo paleontólogo norte-americano Charles D. Walcott em 1909, sendo descrita em 1912. O exoesqueleto dessa espécie era muito fino e de difícil fossilização preservada.O caderno de campo de Charles D. Walcott, inicia em de 31 agosto a 3 setembro de 1909, uma descrição detalha da descoberta dos fósseis de Fauna de Burgess. Três artrópodes são desenhados logo nas primeiras páginas datando de 31 de agosto, são eles as espécies Marrella, Waptia e Naraoia.
   O local onde foram encontrados os fósseis era no Cambriano cerca de 200 metros debaixo da água, localizado no fundo de um mar tropical morno e raso ao lado de um penhasco de calcário submarino (agora a formação calcária Catedral), onde paresentava constantes deslizamentos submarinos, causados pela queda de partes do penhasco de calcário, que dessa forma periodicamente enterrava os organismos na área em refinado lama que mais tarde se tornou xisto.


Dados do Artrópode:
Nome: Waptia fieldensis
Nome Científico: Waptia fieldensis
Época: Cambriano
Local onde viveu: Região Norte do Planeta
Peso: Cerca de 60 gramas
Tamanho: 8 centímetros de comprimento
Alimentação: Onívora


Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Crustaceomorpha
Ordem: Waptiida
Família: Waptiidae
Gênero: Waptia
Espécie: Waptia fieldensis,(Walcott, 1912)

Charles D. Walcott (1931). "Addenda to descriptions of Burgess shale fossils". Smithsonian Miscellaneous Collections 85 (3): 1–46.



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