Atlas Virtual da Pré-História

Scutossauro

(Scutosaurus karpinskii)

Inostrancevia alexandri - AVPH

Paleoartes:

- AVPH

Animação

Introdução

O Scutossauro (Scutosaurus karpinskii) foi um grande réptil herbívoro do final do Período Permiano Superior, vivendo aproximadamente entre 259 e 252 milhões de anos atrás, durante o Lopingiano. Pertencente ao grupo dos pareiassauros, essa espécie destacou-se como um dos maiores vertebrados terrestres de sua época e desempenhou um papel ecológico fundamental nos ecossistemas pré-extinção Permiano-Triássica, especialmente nas planícies aluviais do que hoje corresponde à Rússia europeia.

Etimologia

O nome genérico Scutosaurus deriva do latim scutum, que significa “escudo”, em referência às numerosas placas ósseas (osteodermas) que revestiam seu corpo. O epíteto específico karpinskii homenageia o geólogo russo Aleksandr Karpinsky, figura relevante no desenvolvimento das ciências geológicas na Rússia.

Descrição

O Scutosaurus karpinskii era um animal de grande porte, com comprimento estimado entre 2,5 e 3 metros, altura aproximada de 1,2 a 1,5 metro até o dorso e peso que podia alcançar cerca de 1.000 a 1.200 quilogramas. Possuía um corpo robusto e barriliforme, sustentado por membros curtos e fortes posicionados parcialmente sob o corpo, o que lhe conferia uma postura relativamente mais ereta em comparação a muitos répteis contemporâneos. A cabeça era larga e ornamentada por projeções ósseas, enquanto o tronco e os membros eram protegidos por espessas placas dérmicas, funcionando como uma verdadeira armadura natural. Sua dentição era adaptada à herbivoria, com dentes largos e multicuspidados, adequados para triturar vegetação dura e fibrosa.

Descoberta

Os primeiros fósseis de Scutosaurus karpinskii foram descobertos no final do século XIX e início do século XX pelo paleontólogo russo Vladimir Amalitskii, em depósitos do Alto Permiano ao longo do rio Dvina do Norte, na Rússia. Os achados incluem vários esqueletos relativamente completos e articulados, o que torna essa espécie um dos pareiassauros mais bem conhecidos do registro fóssil. A descrição formal da espécie foi publicada em 1922, com base em um holótipo notavelmente preservado.

Classificação

Scutosaurus karpinskii pertence ao Reino Animalia, Filo Chordata, Classe Reptilia, Subclasse Parareptilia, Ordem Procolophonomorpha e Clado Pareiasauria. Dentro desse grupo, é reconhecido como um dos representantes mais derivados e robustos, frequentemente citado em estudos sobre evolução da herbivoria, biomecânica e estratégias defensivas entre os tetrápodes do Permiano tardio.

Dados do Réptil:

  • Nome: Scutossauro
  • Nome Científico: Scutosaurus karpinskii
  • Época: Permiano
  • Local onde viveu: Europa e Ásia
  • Peso: Cerca de 1,2 toneladas
  • Tamanho: 1,5 metros de altura e 3,0 metros de comprimento
  • Alimentação: Herbívora

Classificação Científica:

  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Classe: Reptilia
  • Subclasse: †Parareptilia
  • Ordem: †Procolophonomorpha
  • Família: †Pareiasauria
  • Gênero:Scutosaurus
  • Espécie:Scutosaurus karpinskii Amalitskii, 1922.

Referências:

  • - Amalitskii, V. P. (1922). "Diagnoses of the new forms of vertebrates and plants from the Upper Permian on North Dvina" (PDF). Izvestiya Rossiiskoi Akademii Nauk. 6 (16): 329–335.
  • - Arefiev, M. P.; Naugolnykh, S. V. (1998). "Fossil Roots from the Upper Tatarian Deposits in the basin of the Sukhona and Malaya Severnaya Dvina Rivers: Stratigraphy, Taxonomy, and Paleoecology". Paleontological Journal. 32 (1): 82–96.
  • - Lee, M. S. Y. (2001). "Pareiasaurus karpinskii Amalitzky, 1922 (currently Scutosaurus karpinskii, Reptilia, Pareiasauria): proposed conservation of the specific name". Bulletin of Zoological Nomenclature. 58 (3): 220–223.
  • - Lee, M. S. Y. (4 December 2003). "The Russian Pariesaurs". The Age of Dinosaurs in Russia and Mongolia. Cambridge University Press. pp. 77–84. ISBN 978-0-521-54582-2.
  • - Palmer, D., ed. (1999). The Marshall Illustrated Encyclopedia of Dinosaurs and Prehistoric Animals. London: Marshall Editions. p. 64. ISBN 1-84028-152-9.